sábado, 26 de dezembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Caçador
Devagar, passos leves
não se mexa...
Lá vem a presa,
Não erre.
-Deitado-
Por dentro acontece a caça,
o lobo negro da minha alma
surge como uma sombra
- no pé da luz, por trás dos olhos-
A presa é a eterna parte podre,
aquela que vem junto,
como o maior desafio da vida.
Essa caça que muitos esquecem.
A presa... Já está presa.
Dentro de mim.
Sem notar alimentei-a por anos, vidas, milênios.
E preso, por não prender a presa,
que vive presa dentro da prisão máxima do meu ser
pergunto a ela: - Onde vou te prender?
- Você é eu, ou eu sou você?
Será a presa apenas uma parte do caçador?
E o caçador, apenas uma presa de si mesmo?
Uriel Cordeiro
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Fuga, espaço entre o antes e o depois
é como estar caindo sem saber onde vai cair
É deixar pra trás sabendo que pode cair no antes
E com a dor de ter fugido...
Fuga, às vezes é um erro certo que impede outros erros.
Fuja, mas não afugente seus sentimentos de ti
Fuja se precisar e desista se sentir
Nesse momento quem foge,
Eu fujo,
Tu foges,
Ela foge,
Vós fugis,
nós fugimos,
nós, até nós fugimos
imagina então Eles
Todos fogem de algo que pode os afugentar.
E eu,
f u j o . . .
Uriel Cordeiro
é como estar caindo sem saber onde vai cair
É deixar pra trás sabendo que pode cair no antes
E com a dor de ter fugido...
Fuga, às vezes é um erro certo que impede outros erros.
Fuja, mas não afugente seus sentimentos de ti
Fuja se precisar e desista se sentir
Nesse momento quem foge,
Eu fujo,
Tu foges,
Ela foge,
Vós fugis,
nós fugimos,
nós, até nós fugimos
imagina então Eles
Todos fogem de algo que pode os afugentar.
E eu,
f u j o . . .
Uriel Cordeiro
domingo, 19 de abril de 2015
Leia rápido esse poema
Senti o sentido dos sentimentos
Sem ter tido ressentimentos
soei sem ter tido algum momento
que tenha que ter algum sentimento
Que viva dentro desse momento
que pulse forte sem ter sorte
que aconteça por que sim
que brilhe sem cegar
que ande sem andar
que pare sem cansar
que vá e não chegue
ao fim
para nunca se acabar
estou vivendo
esse é o meu andar
Uriel Cordeiro
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Chamas virgens
submerso, calado
preso em chamas virgens
ao meu lado
Nessas telas o desenho
se forma de tal forma
que não há forma
Chamas, chamam-me,
indeciso; não sei.
A minha vida
é uma fogueirinha de papel
Que não apaga nem com chuva
nem com reza
E as chamas desenham em mim
a virgindade do pensar de dentro
Submerso no fogo
eu me apago
me deleto
me animo
respiro
e o fogo aumenta
Pensar Virgem
Uriel Cordeiro
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Sua voz entra em mim
como um remédio
é triste assumir
mas sim
Depois o que há em mim
começa a me corroer
é triste assumir
mas sou fraco
Tem coisas que precisam
ficar guardadas
para sempre
pois é
É triste assumir, mas
às vezes as coisas
fogem do controle
e só sei perder
pontos
E lentamente caem gotas
assim como esse poema
dos meus olhos
Mas sim
ainda estou vivo
Uriel Cordeiro
como um remédio
é triste assumir
mas sim
Depois o que há em mim
começa a me corroer
é triste assumir
mas sou fraco
Tem coisas que precisam
ficar guardadas
para sempre
pois é
É triste assumir, mas
às vezes as coisas
fogem do controle
e só sei perder
pontos
E lentamente caem gotas
assim como esse poema
dos meus olhos
Mas sim
ainda estou vivo
Uriel Cordeiro
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