sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Sabe lá o que é isso
chegamos a um ponto
em que a maior dúvida
é qual é o ponto?

De ponto em ponto
todos correm pelos pontos
atrasados para dar o ponto
mais perdidos que as pontas
vamos todos nessa viagem
segurando as Tontas

No chão a ponta
me aponta um ponto
o ponto se desfaz
noutro ponto
e eu feito tonto
vou pulando de ponto em ponto
buscar ser o eterno
contraponto
que vai em busca compondo
contendo
contrariando
desmentindo
esperando...
Permitindo e experimentando
Só... E somente só. em busca
do Ponto.

Qual é mesmo o ponto?

.

Uriel Cordeiro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Nesse Tempo em que vivo



Nesse tempo em que vivo
o maior dilema são as pessoas
elas entre elas
si por si
nós por nós

O Grande Mal do Século
é a nossa própria existência
sendo adormecida pelas
 nossas próprias Ações

Nesse tempo em que vivo
os Seres se distanciaram em Alma
se uniram em Matéria
Em Matéria! O tocável.

Nesse tempo em que vivo
o Deserto e a sede está
Dentro de cada Um de nós
O Amor e a Guerra
está somente em nós
por isso
Todos parecemos Cegos
e Deslocados da Equação
e aparte da situação
Pois os Movimentos
agora, são Internos!!!


Uriel Cordeiro

Alma multidimensional


Calma a Alma
o Vento a Ala
o Sopro a Ferida
repleta de Instantes
que marcam a Vida
passageira e inconstante.

a Entranha do Pensar
pantanal Sombrio do Ser
Crocodilos e Cobras
circundam todo o Fluido
que corre nas Entranhas
onde a Vida se idealiza.

Calma!!! Respira.

olhando através da Vidraça
no Espelho meus Olhos se embaçam
desconheço Aquele
que Olha
Aquele que Chora
Aquele que Sorri
parece que em um
de Todos os Planos
há de Ser Eu
Aquele que Sente
e não Sente.
Aquele que Olha
e não Enxerga.
Aquele que Fala
E por fim,
Aquele que Cria.


Uriel Cordeiro


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O azul do fim de tarde


Caminhando...
Havia no céu uma cor tão única,
um azul tão místico
espalhado entre a noite e o dia,
do adeus do Sol ao olá da Lua.

Nesse momento, caminhando,
senti que em mim haviam
nuvens densas
carregadas de uma energia pesada.

Logo os trovões começaram,
faíscas para todos os lados.
A mente nublada prestes a precipitar
fez chover pelos meus olhos
as nuvens mais escuras e energizadas do meu ser.

E pela pele fria do vento sul de fim de tarde
os arrepios eram aleatórios e total.
As pernas frágeis diante daqueles dois céus,
o de dentro e o de fora,
buscando apenas um momento para dizer a verdade.

Caminhando vi um azul tão belo
que pude compreender certas coisas
que a rotina não nos permite ver.

Uriel Cordeiro

sábado, 1 de outubro de 2016

Ausência só


Um mundo tão complexo
ou uma visão tão ruim
mal posso entender
tampouco enxergar

Um cérebro é capaz de tanta coisa.
Sou eu o cérebro que cria e descria
que faz e desfaz?

Ausência de mim em si próprio
existencial crise ver
ver não ver
não saber... A ausência do querer.

Inequação entre corpo e Alma
todas variáveis ausentes de um real valor.

Tão complexo,
ou uma visão tão ruim?

Uma visão tão ruim
ou um cérebro tão confuso (complexo)?

Ausência da essência que faz de mim
a eterna desavença.


Uriel Cordeiro

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Constante irrompimento 


Irrompendo meu peito desvenda
todas coisas que pode dele sair
do mais fundo poço do coração
em meio aos galhos, entranhas
lamaceiros, pedregulhos, trilhas 
riachos, mares, montanhas, céus
de minha Alma

Irrompendo eu vou adentrando 
em mim, desvendando todos os mistérios
do bem do mal, da morte da vida
do ser ou não ser
do estar e não estar

Irrompendo caminho entre todos
disfarçando o que há por dentro
manifestando somente o necessário
enquanto vou trilhando
mandando às vezes um recado de dentro
de mim, para mim mesmo, como essa poesia agora
que irrompeu minha pele afim de se manifestar

Irrompendo, às vezes. me perco 
às vezes te odeio, te amo
te desejo, e não te quero

Irrompendo até explodir eternamente
em vida, em todas partes do universo
completando meu ser rompido.

Talvez tudo possa estar errado
mas caminhar é preciso
pois só assim enxergarei o outro lado.

Uriel Cordeiro


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Vazio

O peito quando bate
Vazio
a atmosfera 
quando respiro
Vazio
todo espaço 
quando procuro
Vazio
todo o chão
quando caminho
Vazio
cada detalhe 
da natureza
Vazio
o copo com água e sal
Vazio
tudo aquilo que resta

vazando, derramando cada lágrima
por dentro (sem que ninguém veja)

Vazio o coração de um poeta
que tentando alcançar sua máxima poesia
se entrega a um Vazio 
Se sente Vazio
Vaza com tudo que tem
deixa, por medo, até o amor
Então, achando estar Vazio
Se encontra entupido de grandes emoções
que conferem a sensação de Vazio

No fim, só quer, o homem, saber amar
saber se doar a esse Vazio
Para mostrar a si e ao mundo que Vazio
É relativo.

Até mesmo o vácuo 
pode estar contido de sentimentos.
E a sensação de Vazio 
É só o eterno anseio pela compressão.

E estar só, solitário, ''abandonado''
não é estar. Aliás, nunca estaremos Vazios.
Apenas desentendidos. 


Uriel Cordeiro