Meu coração ingênuo
se faz de louco,
ingere sabido o veneno,
depois chora roco.
Chora rápido e pouco
esse coração virado,
por dentro deve estar oco
ou quase que parado.
Esse coração, portal
que nunca se abrira,
derrama agora seu pranto
desmascara o amor e a ira.
Procura o doce sabor
do sentir a velha dor,
de roer o osso podre
que o tempo já levou.
Esse coração ingênuo
feito um grão de feijão
germinando num pequeno
pedaço de algodão.
Uriel Cordeiro
sábado, 26 de outubro de 2019
segunda-feira, 15 de abril de 2019
O nome das coisas
Aquilo que é,
que aparece
como a fé
que está.
A palavra em si.
o sentido vem,
antes do aqui
o que mais tem?
Tem as causas
desse agora. Mas,
o nome das coisas,
ora, pode confundir
as bolas
O que se é,
só é por ter sido
o fio, a agulha e a linha,
o tecido, só é tecido
por antes ter sido,
aquilo que o faria
sentido.
Não surge semente do nada,
vem das seivas, da terra,
as forças dessa guinada,
dos ventos, do ar,
do Sol a brilhar.
O que parece ser, dificilmente é,
mil coisas por trás dos nomes
dos atos, dos fatos, dos rostos,
dos olhos, dos gostos, das roupas,
do esboço, da vida, da lida e da ida.
Uma semente conhece seu caminho
tão antes de o trilhar,
vem de dentro do fruto
pressentindo desde as moléculas
o seu se expressar
que vem de uma mãe anciã
que o tempo dá
Uma semente não brota
por acaso, nem do além...
Nem tudo que vai vem.
Uriel Cordeiro
sábado, 6 de abril de 2019
A poesia é um álcool
do qual eu me embriago
meu pensamento é verso
estou sempre dando um trago
Ando bêbado e ninguém vê
poesia falando surdina
dou um gole olhando pra você
na mente o verso buzina
Uma garrafa vazia no coração
foram os versos de um passado
a ânsia de uma poesia na mão
o novo traz mais um engradado
A poesia é o álcool
estou sempre bêbado
tonto em versos
tropeçando em rimas
filosofando num boteco
minhas dores toleimas
Chega a noite e me embriago
olhando para os seus olhos
pude ver o meu estrago
que com um só verso
esmago.
Uriel Cordeiro
do qual eu me embriago
meu pensamento é verso
estou sempre dando um trago
Ando bêbado e ninguém vê
poesia falando surdina
dou um gole olhando pra você
na mente o verso buzina
Uma garrafa vazia no coração
foram os versos de um passado
a ânsia de uma poesia na mão
o novo traz mais um engradado
A poesia é o álcool
estou sempre bêbado
tonto em versos
tropeçando em rimas
filosofando num boteco
minhas dores toleimas
Chega a noite e me embriago
olhando para os seus olhos
pude ver o meu estrago
que com um só verso
esmago.
Uriel Cordeiro
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Gosto muito de ver os pássaros,
que passam aos montes voando
formando no céu um triângulo,
indo para um lugar desconhecido.
Da janela passam os pássaros,
passam os carros, as gentes
a vida toda passando,
enquanto da janela
sonho um dia ir embora
com aqueles pássaros.
Que passam
passam
passam
passa
paz
passa
passar
pássaros
Sempre passam os pássaros
que voaram além dos montes,
além dos mares, a frente dos ventos
em todos lugares.
Um dia eu vou voar com os pássaros
para alguma lugar que eu possa,
depois de o mundo todo voar,
finalmente repousar.
Uriel Cordeiro
que passam aos montes voando
formando no céu um triângulo,
indo para um lugar desconhecido.
Da janela passam os pássaros,
passam os carros, as gentes
a vida toda passando,
enquanto da janela
sonho um dia ir embora
com aqueles pássaros.
Que passam
passam
passam
passa
paz
passa
passar
pássaros
Sempre passam os pássaros
que voaram além dos montes,
além dos mares, a frente dos ventos
em todos lugares.
Um dia eu vou voar com os pássaros
para alguma lugar que eu possa,
depois de o mundo todo voar,
finalmente repousar.
Uriel Cordeiro
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Meu cerrado é mais perto do céu,
o cerrado é tão lindo meu Deus.
Salve esse lugar, lugar onde nasci
Salve a natureza linda de Piri.
Morro dos Pireneus,
Chapada dos Veadeiros,
festa do peão e do boiadeiro,
Meu Goiás é tradição, é Divino, é terreiro.
Tem de tudo no coração do Brasil,
salve o nosso cerrado que tudo dá,
salve o pequi, salve a gueroba,
salve o caju e o jatobá.
Salve as águas de Goiás,
Rio Tocantis, rio Corumbá,
rio das Almas é demais,
lá que eu quero me jogar.
Lá é mais perto do céu,
foi lá que nasceram minhas asas.
Lá as terras são secas,
foi lá que brotou minha essência.
Em Goiás sou planta nativa,
filho de uma cidade tão cativa,
de gente especial e festiva,
que leva a vida plena e resistiva.
Goiás, todos, de si,
quando conhecem,
acham um pouco mais...
Ainda volto pro meu Goiás.
Uriel Cordeiro
o cerrado é tão lindo meu Deus.
Salve esse lugar, lugar onde nasci
Salve a natureza linda de Piri.
Morro dos Pireneus,
Chapada dos Veadeiros,
festa do peão e do boiadeiro,
Meu Goiás é tradição, é Divino, é terreiro.
Tem de tudo no coração do Brasil,
salve o nosso cerrado que tudo dá,
salve o pequi, salve a gueroba,
salve o caju e o jatobá.
Salve as águas de Goiás,
Rio Tocantis, rio Corumbá,
rio das Almas é demais,
lá que eu quero me jogar.
Lá é mais perto do céu,
foi lá que nasceram minhas asas.
Lá as terras são secas,
foi lá que brotou minha essência.
Em Goiás sou planta nativa,
filho de uma cidade tão cativa,
de gente especial e festiva,
que leva a vida plena e resistiva.
Goiás, todos, de si,
quando conhecem,
acham um pouco mais...
Ainda volto pro meu Goiás.
Uriel Cordeiro
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
domingo, 14 de outubro de 2018
Há sentimentos enterrados,
como sementes de um inço
que invade todo o cultivado
e Eu em meio a tudo isso...
Sentimentos enterrados
nas entranhas do viver
que nascem assustados
sem eu nem perceber.
É um solo fértil que há,
são terras cultivadas
por índios e lobos,
coivaras do meu peito.
Nascem sementes e sementes
nasce o inço, nascem os viveres.
Nasce até o passado
como se sempre tivesse ali
guardado, ruderal.
Há sempre sementes no solo
Como sempre haverá chuvas
Sempre haverá Sol
Haverá sempre Sentimentos.
Uriel Cordeiro
como sementes de um inço
que invade todo o cultivado
e Eu em meio a tudo isso...
Sentimentos enterrados
nas entranhas do viver
que nascem assustados
sem eu nem perceber.
É um solo fértil que há,
são terras cultivadas
por índios e lobos,
coivaras do meu peito.
Nascem sementes e sementes
nasce o inço, nascem os viveres.
Nasce até o passado
como se sempre tivesse ali
guardado, ruderal.
Há sempre sementes no solo
Como sempre haverá chuvas
Sempre haverá Sol
Haverá sempre Sentimentos.
Uriel Cordeiro
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